A Endodontia é a parte da odontologia que trata da prevenção e cura
das enfermidades da polpa dental e de suas complicações.
Etimologicamente, portanto, endodontia significa ação dentro do
dente. A endodontia consagrou-se como uma das especialidades de
maior utilização na clínica diária da Odontologia. Seus
conhecimentos e a sua execução de forma plena são importantíssimos
para a oferta de uma Odontologia de qualidade nos consultórios.
Conseqüências
As conseqüências do não tratamento podem variar bastante. Podem
ocorrer desde infecções de baixa intensidade e longa duração
evoluindo para lesões na região do ápice da raiz, até infecções de
alta intensidade, dor aguda, com evolução rápida para abscessos
(acúmulo de pus).
Dor
O tratamento de canal, ao contrário da crença popular, é indolor.
Quando a morte da polpa já ocorreu, ela obviamente não dói. Quando
a polpa está irreversivelmente inflamada, porém viva, a anestesia
local garante com eficácia um tratamento sem dor. A dor só ocorre
justamente quando não é realizado nenhum tratamento, pois a
inflamação provoca edema (inchaço) que comprime as terminações
nervosas.
Custo
O custo do tratamento
endodôntico, também ao contrário do imaginário popular, é
relativamente baixo, pois a perda do dente e conseqüente
substituição por prótese teriam custo muito superior.
Tratamento
É a remoção do tecido mole que se encontra na parte mais interna
do dente (câmara e canal), e que recebe o nome de polpa. Esta pode
estar sadia ou infectada e, ao ser removida, é substituída por um
material obturador.

O índice de sucesso do tratamento de canal é muito grande. Porém
fatores inerentes à saúde geral do paciente podem afetar
negativamente o prognóstico (resultado previsto) do tratamento.
Para o sucesso do tratamento de canal também é imperativa a
correta restauração do dente e sua volta a função mastigatória
normal. Em raríssimos casos uma terapia cirúrgica se torna
necessária.
Indicação para o
tratamento endodôntico
Dor espontânea isto é, o dente começa a doer sem estímulo de forma
latejante, não muito bem localizada e que aumenta com o calor.
Neste caso, a polpa ainda está viva, porém inflamada, e o uso de
analgésicos não resolve. Já quando há morte da polpa, geralmente a
dor é bem localizada, havendo sensação de dente crescido e dor ao
mastigar.
Além disso, ao se abaixar a cabeça, tem-se a sensação de que o
dente pesa. Nem sempre que o dente doi é necessário um tratamento
endodôntico. Os dentes podem ter resposta dolorosa a qualquer
estímulo fora do normal: frio intenso, calor intenso, doce e
salgado. Esses sintomas são observados em dentes cariados, em
dentes com o colo exposto (retração das gengivas) e em dentes
submetidos à carga intensa (durante a mastigação). Nesses casos,
removendo-se a causa cessa a sensibilidade.
Sessões de
tratamento
Quando a
polpa é viva e sem inflamação, uma sessão é suficiente; polpa viva
e inflamada, duas sessões. Com polpa mortificada, são necessárias
mais sessões.
Dor durante o
tratamento
Com o uso da anestesia, o tratamento é indolor e, as vezes, nos
casos de polpa mortificada, nem é preciso anestesiar. Pode ser
desconfortável por ser necessário permanecer muito tempo com a
boca aberta.
E após o tratamento durante 48 a 72horas
o que pode acontecer nas primeiras 48 a 72 horas é ficar com uma
sensação dolorosa decorrente da aplicação do anestésico e da
manipulação do dente, que pode ser resolvida pela ingestão de
analgésicos.
Tratamento
endodôntico no mesmo dente
Geralmente quando no primeiro tratamento, não foi possível seguir
os padrões exigidos: limpeza (remoção de todos os
microorganismos), preenchimento hermético do canal com o material
obturador etc. Essas incorreções podem provocar lesões na ponta da
raiz (periápice) do tipo abcessos crônicas.
Este tratamento é bem eficiente desde que bem executado e que os
outros procedimentos que reconstituirão o dente, com restauração,
coroas, incrustações, tratamento gengival etc., também sejam bem
executados.
Após o tratamento
Todo o suporte desse dente permanece vivo: osso, membrana
periodontal (fibras que fixam o dente ao osso) e cemento (camada
que recobre as raízes).
O inconveniente é que, como é
polpa que confere sensibilidade ao dente, se o mesmo for novamente
atacado por cárie, isso não será percebido devido à ausência de
sensação dolorosa.

Outro possível problema é que o dente torna-se mais frágil, e isso
deve ser levado em conta no momento da execução da restauração
definitiva, que, nesse caso, deve ter características diferentes.
Após o tratamento de canal o dente perde o brilho, o que dá
um aspecto mais amarelado. O escurecimento acentuado só acontece
quando o dente sofre uma hemorragia ou mortificação pulpar antes
do tratamento ou, então, por erro técnico.
O dente com tratamento de canal fica mais fraco
devido à perda de substância dentária, causada pela própria cárie
ou pelo acesso que foi feito para que o endodontista pudesse
remover o nervo, o dente fica mais fraco. Porém este mais fraco na
maioria das vezes não causa maiores problemas se o dente for
restaurado corretamente. Em certos casos o mais indicado é que o
dente com canal tratado receba uma coroa para evitar problemas
como a fatura do dente.
Imunidade
. Mesmo com tratamento de canal um dente pode ter
cárie. A diferença é que neste caso não haverá dor. Porém, como em
qualquer outro dente, se houver suspeita de cárie em um dente com
tratamento de canal procure seu dentista.
O não tratramento
de canal - consequências
Poderá se desenvolver uma lesão na região apical (infecção na raiz
e nos tecidos vizinhos), que poderá ter conseqüências mais sérias,
como dor intensa, inchaço, febre e bacteriemia (bactérias na
corrente sanguínea). A única solução a partir daí poderá ser a
extração do dente.