O único tratamento eficaz de
abscessos ainda é a incisão e a drenagem, a despeito da influência
que a quimioterapia moderna teve sobre o tratamento das infecções.
Os micro-organismos no abscesso não são acessíveis aos
antibióticos e uma tratamento com estes compostos pode dar somente
uma falsa segurança e anuviar a verdadeira natureza da infecção.
Em alguns casos, a quimioterapia pode ser indicada para apoiar o
tratamento cirúrgico. Como controle da dor durante a incisão, a
analgésica regional local é preferida, onde for possível desviar a
agulha do abscesso. A analgia local pode ser completada, ou mesmo
substituída, por analgia geral com óxido nitroso, enquanto que
qualquer método de analgésica tópica é ineficaz. Não é tanto a
mucosa de cobertura, mas sim a base muito sensível do abscesso,
que provoca dor.

Dor contínua agravada pelo calor,
com sensibilidade à percussão. Pode ocorrer edema gengival ou
facial, linfadenite e febre. Radiograficamente, pode have imagem
radiolúcida no periápice. O dente apresenta-se extremamente
doloroso e ligeiramente extruído. Se não tratado, pode evoluir
para o abscesso crônico ou para a celulite facial e consequente
fistulização.
O tratamento consiste das seguintes fases:
-
Incisão
-
Exploração e
evacuação do pus
-
Drenagem
INICIAÇÃO
Com
uma lanceta, ou um bisturi de ponta reta, a incisão é feita na
área mais dependente, para assegurar drenagem ótima ulterior.
A
incisão deveria ser feita no lado, em direção ao centro, para
evitar pressão excessiva sobre a base sensível. A lâmina não deve
ser muita profunda no abscesso e o aumento da incisão pode ser
feito durante a retirada para evitar a destruição de estruturas
mais profundas.

A fim de
obter evacuação eficaz de pus de todas as partes do abscesso, uma
pinça de Lister é introduzida na incisão. Durante sondagem da
cavidade, bolsas de pus são drenadas abrindo-se a pinça.

Para
assegurar drenagem contínua da cavidade, um pedaço de dique de
borracha é introduzido através da incisão. O dreno deveria encher
apenas parte de espaço de cavidade. Deve ser mantido no lugar com
uma sutura, para evitar que seja deslocado da cavidade. O dreno
deveria ser mantido no local por dois dias, após os quais a
infecção diminuiu geralmente o suficiente para que a causa da
infecção possa ser tratada.

O abscesso
dentário geralmente se apresenta no vestíbulo labial e bucal.
Normalmente, não há estruturas importantes a serem evitadas; a
incisão pode, portanto, ser feita de modo a se obter a
melhor drenagem possível. A lâmina é introduzida no abscesso,
paralela ao processo alveolar. Nas regiões prémolar e molar da
mandíbula deve-se ter cautela para evitar dano ao nervo
mentoniano, à veia e à artéria facial.

A incisão de
abscessos palatinos exige cuidado especial quanto à grande veia,
artéria e nervo palatinos. Estas estruturas estão localizadas
superficialmente ao abscesso que se formará entre o osso e o
periósteo. A incisão é, portanto, feita perto da gengiva marginal,
paralela à arcada dentária.

Em casos
onde o abscesso está situado a certa distância da gengiva
marginal, mais perto da linha mediana, a incisão deveria ser feita
medianamente à, e perto da, linha mediana.

Os
abscessos da região sblingual são mais freqüentemente encontrados
nas regiões dos prémolares e do primeiro molar. Entre as
estruturas importantes desta área deveriam ser mencionadas a
glândula sublingual, o duto submandibular e a artéria sublingual.
Para evitar dano a estas estruturas, a incisão é feita paralela à
arcada dentária; os requisitos para drenagem ótima nesta região
têm, portanto, de ser ignorados. Notar a direção inclinada da
lâmina, como medida suplementar segurança, contra dano
às estruras no assoalho da boca.