Efélides (sardas)

As sardas, ou efélides, são pequenas manchas, de menos de 5mm de diâmetro, comuns, de cor castanho-amarelada ou castanha. Na pele, aparecem durante a infância e são encontradas nas áreas da pele mais expostas ao sol. Essas lesões escurecem com a exposição à luz ultravioleta, e tornam-se mais claras nos períodos de não-exposição.

   Quando as sardas, assim como manchas pigmentadas maiores, podem ser denominadas manchas melanóticas, são observadas em excesso e em distribuição bucal e peribucal, devem ser consideradas a síndrome de Peutz-Jeghers e a doença de Addison.

   A síndrome de Peutz-Jeghers é uma condição transmitida como traço autossômico dominante. Além das efélides e outras manchas melanóticas, observa-se polipose intestinal. Esses pólipos são considerados hamartomatosos sem ou com muito pouco potencial neoplástico. São encontrados geralmente no intestino delgado e podem produzir sinais e sintomas de dor abdominal, sangramento retal e diarréia.

   A doença de Addison, insuficiência adrenocortical primária, pode resultar de infecção da glândula adrenal (tuberculose) de doença auto-imune, ou de causas idiopáticas. Com a o produção de cortisol pelas adrenais reduzida, o hormônio pituitário adrenocorticotrópico (ACTH) e o hormônio estimulante dos melanócitos (MSH) aumentam, como parte do mecanismo de feedback negativo. A superprodução de ACTH e MSH resulta na estimulação difusa da pele. Com a pigmentação generalizada aparecem na boca sardas e máculas melanócitos maiores. Outros sinais e sintomas dessa síndrome incluem fraqueza, perda de peso, náusea. vômitos e hipotensão.

Histopatologia

   As efélides resultam mais do aumento da função dos melanócitos ou da produção de melanina do que do que o aumento do número do melanócitos. Quantidades aumentadas de melanina são encontradas na camada de células basais, por causa da hiperatividade focal dos melanócitos e transferência dos melanossomos para os ceratinócitos basais.

Tratamento

   Sua importância é insignificante, a menos que esteja associada a uma das duas síndromes mencionadas, não exige tratamento.

    O tratamento para sardas é realizado pelo médico dermatologista, normalmente tem finalidade estética e constitui-se no uso de substâncias que proporcionam a despigmentação da pele e aplicação de peelings faciais. A não exposição ao sol e uso do protetor solar durante a exposição, proporciona um clareamento gradual das sardas.

Dra. Socorro Azevedo

Dra. Socorro Azevedo formada em odontologia pela Universidade Federal da Paraíba. Atua na área de odontopediatria e clinico geral.

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