É o nome que se dá à dilatação
pequena e sensível das artérias, produzida pela corrente
circulatória.
Toda vez que o sangue é lançado do ventrículo esquerdo para a
aorta, a pressão e o volume provocam oscilações ritmadas em toda a
extensão da parede arterial, evidenciadas quando se comprime
moderadamente a artéria contra uma estrutura dura.
A palpação do pulso é feita nas
artérias superficiais. Sua frequencia normal oscila entre 70-75
(adulto normal). Os valores da frequência do pulso, segundo a
idade, são distribuidos na seguinte relação:
-
De 0 a 2 anos - 120 a 140
pulsações por minuto
-
De 3 a 10 anos - 90 a 120
pulsações por minuto
-
De 21 a 60 anos - 60 a 70
pulsações por minuto
-
De 60 ou mais - aumenta
ligeiramente.
Existem
fatores que alteram a freqüência normal do pulso:
Fatores Fisiológicos:
Emoções - digestão - banho frio - exercícios físicos (aceleram)
Certas drogas como a digitalina (diminuem)
Fatores Patológicos:
Febre - doenças agudas (aceleram)
Choque - colapso (diminuem)
Tipos de Pulso:
Bradisfígmico - lento
Taquisfígmico - acelerado
Dicrótico - dá a impressão de dois batimentos
O aumento
de números de pulsações (taquisfigmia) é observado na excitação
emocional, doença febris, hipertiroidismo. A frequência acima de
90 ocorre na taquicardia e abaixo de 60 encontra-se geralmente na
bradicardia.
A redução
da freqüência (bradisfigmia) é observada quando há aumento da
pressão intracraniana (tumores cerebrais), estenose aótica,
bloqueio cardíaco, nefrite aguda.
Outro
aspecto a observar é a irregularidade do ritmo das pulsações
(pulso paradoxal) nos casos de obstrução da circulação do ar pelas
vias respiratórias, extra-sístoles, fibrilação ventricular.
A
dureza ou tensão do pulso é avaliada pelo grau de pressão
sangüinea. O pulso duro se observa na hipertensão arterial,
enquanto o pulso mole, na hipotensão arterial, insuficiência
cardíaca, estados febris etc.
O
pulso amplo (amplitude) se observa na insuficiência aórtica,
enquanto o pulso pequeno, na estenose aórtica, estenose mitral e
insuficiência cardíaca.
Para a verificação exata do pulso:
- Nunca usar o dedo polegar na
verificação, pois pode confundir a sua pulsação com a do paciente;
- Nunca verificar o pulso com as mãos frias;
- Em caso de dúvida, repetir a contagem;
- Não fazer pressão forte sobre a artéria, pois isso pode impedir
de sentir o batimento do pulso.