Criança no dentista: o processo de aprendizado
Publicado por Dra. Socorro Azevedo e arquivado em GeralYarrow afirmou existirem dados suficientes para lembrar que um mecanismo simples de aprendizado funciona mesmo antes do nascimento. É um fato confirmado, porém, que o aprendizado simplesmente associativo se desenvolve nitidamente a partir do nascimento. Através do aprendizado, a criança torna-se sensível a experiências específicas e condicionadas ais acontecimentos do meio ambiente.
Dois anos de idade
Algumas vezes o dentista terá que examinar ou tratar uma criança de dois anos de idade. Por isso, será útil avaliar o tipo de comportamento que podemos esperar nessa idade. Convém sempre ter em conta o grau de desenvolvimento de determinada idade e estabelecer se a criança evolui de acordo como se considera normal.
Aos dois anos, a criança diferem muito na maneira de e comunicar, principalmente porque há considerável diferença no desenvolvimento de vocabulário nessa idade. De acordo com Gesell o vocabulário da idade de dois anos pode variar de 12 a 1.000 palavras. Se uma criança tem vocabulário limitado, a comunicação será mais difícil. Portanto o trabalho pode ser concluído com sucesso em algumas crianças dessa idade, ao passo que com outras haverá uma cooperação limitada.
A criança de dois anos é freqüentemente vista como um “estágio precooperativo”. Ela prefere brincar sozinha, porque ainda não aprendeu a brincar acompanhada. É muito imatura para ser ativada só por palavras e precisa segurar e tocar objetos para entender bem os seus significados. Nessa idade o dentista deve permitir que ela segure sempre o espelho, cheire a pasta dentifrícia e também a tigela de borracha. Agindo assim, a criança tem uma idéia melhor do que o dentista propõe fazer. A criança de dois anos está sempre intrigada com a água e a lavagem. Ela se dá bem com todos os membros da família; entretanto, seu pai parece ser, em muitos casos o favorito. Como nessa idade a criança é tímida com pessoas e lugares que não conhece, achando difícil ficar separada dos pais, quase sempre está acompanhadas por ele na sala de tratamento.
Três anos de idade
Com a criança de três anos de idade, o dentista já pode se comunicar melhor durante o tratamento. Ela é uma grande tagarela e não deixará de contar um mundo de histórias ao dentista e aos assistentes. Nesse período o pessoal da clínica pode tentar uma aproximação positiva. Entretanto, é melhor mostrar a criança os fatores positivos do que os negativos, seja ela de que idade for. Isto é certo principalmente com crianças pequenas, que primam por fazer as coisas que lhes são proibidas.
Hymes afirma que criança de três anos ou menos, em horas de tensão ou quando estão machucadas, cansadas ou amedrontadas, automaticamente se voltam para mãe ou substituta, procurando conforto, amplo e segurança. Ela têm dificuldades em acreditar em outras pessoas e sentem-se mais confiantes se os pais permanecerem ao lado até que elas se familiarizem com o pessoal e os processos dentários.
Quatro anos de idade
Normalmente, as crianças de quatro anos ouviram com interesse todas as explicações, respondendo à orientação verbal. De regra, são vivas e grandes conversadoras. Em algumas situações a criança pode tornar-se hostil e recorrer a insultos.
Entretanto, na maioria das vezes, aquela que tiver uma vida familiar feliz e quantidade normal de treinamento e disciplina será um paciente cooperador.
Cinco anos de idade
A criança de cinco anos chegou a uma idade em que está pronta para aceitar atividades em grupos e experiências comunitárias. Suas relações sociais e pessoais estão melhor definidas e ela geralmente não tem medo de deixar os pais para a consulta. Se for preparada adequadamente pelos pais, não terá receio de novas experiências, como ir para o jardim de infância ou ao consultório médico ou dentário. As crianças desse grupo etário são normalmente orgulhosas de seus objetos particulares e roupas, e reagem a comentários sobre sua aparência. Elogios das coisas que elas portam ou vestem são eficazes, muitas vezes, para estabelecer comunicação com um novo paciente.
Seis anos de idade
Com seis anos de idade muitas fogem dos fortes laços familiares. Entretanto, trata-se ainda de um período importante de transição, podendo ser época de considerável ansiedade. Gesell e Ilg (1946) referem-se às crianças de seis anos como instáveis. As manifestações de tensão chegam ao auge nessa idade e podem incluir gritos explosivos, violentos acessos de raiva, e agressões aos pais. Nessa altura geralmente aumentam as reações de medo. Muitas crianças no período escolar aos cães, aos fenômenos atmosféricos, ou mesmo ás pessoas. Algumas se assustam com qualquer ferimento. Um simples arranhão ou a visão de sangue podem produzir reação despropositada. Contudo, havendo uma introdução apropriada ao tratamento dentário, pode-se esperar que a criança de seis anos reaja satisfatoriamente.
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