A periodontite marginal é um processo inflamatório crônico dos
tecidos de proteção e sustentação dos dentes. É a forma mais comum
de doenças periodontal das doenças dos adultos no mundo e a causa
mais comum da mortalidade dental para os grupos etários acima dos
35-40 anos.
O curso natural da gengivite, na sua evolução para os tecidos
profundos, depende da resistência do indivíduo frente ao processo
inflamatório. As diferenças entre a gengivite e a periodontite são
mais de natureza quantitativa do que qualitativa (Grant e cols.,
1972).
Portanto, a periodontite é um processo inflamatório que se inicia
com irritação gengival, o qual invade os elementos estruturais da
região da região cervical do dente, destruindo as barreiras de
defesa do periodonto, dando lugar à formação de bolsas e a
destruição óssea. A continuidade do processo, entregue ao seu
próprio curso, gera danos tissulares progressivamente, com reflexo
na estabilidade do dente, exteriorizando-se na migração,
mobilidade e perda de função do dente.

Em virtude
de sua evolução lenta, os sinais de mobilidade e migração
patológicas do dente surgem nas fases mais avançadas da doença
(sinais tardios).
Pode ser
uma doença provocada por irritantes locais e ter sua extensão,
gravidade ou severidade controladas pelas condições sistêmicas,
pode-se dizer que é um processo centrípeto, ou seja, evolui
de troca para dentro.
A característica
clínica clássica mais evidente da periodontite é a presença da
bolsa, a qual praticamente pode ser considerada como um sinal
patognomônico dessa afecção, que se configura na tríade:
Gengivite, bolsa e perda óssea. No sentido evolutivo, esta tríade
representa fases da doença periodontal comum.
Para alguns
pacientes, a periodontite marginal passa despercebida
(assintomática), seja pela ignorância do que é normal, seja pelo
característico estado de cronicidade da doença.
Mas esta afecção
apresenta sintomatologia subjetiva e objetiva evidentes quer pela
caracterização do processo inflamatório gengival (gengivite), quer
pelas manifestações da bolsa periodontal, ou ainda pelas
alterações da estabilidade e posição dentais, conforme suas fases
evolutivas.
Desta
forma, podem ocorrer sintomas tais como:
-
Ferido gengival
-
Sensação de crescimento do dente
-
Sensibilidade dolorosa aos
estímulos mecânicos (mastigação)
-
Alteração do paladar
-
Presença de sangue na saliva
-
Dor (aglutinação de certas áreas).
Certas manifestações objetivas tornam-se evidentes, como a
presença de bolsa, a supuração sob pressão digital, mobilidade e
migração patológica do dente, hemorragias gengivais, halitose e as
alterações iniciais de coloração, textura, consistência e forma da
gengiva.
A
radiografia não revela os sinais iniciais da destruição óssea na
periodontite. Nas suas fases iniciais mais características, a
perda óssea aparece sob a forma localizada ou generalizada, de
acordo com a distribuição e intensidade dos fatores etiológicos.