Os osteossarcomas ou sarcomas osteogênicos são tumores malignos
formadores de tecido ósseos. O diagnóstico correto deste tumor
depende da presença de material osteóide e de células
mesenguimais atípicas em ativo crescimento. As lesões
predominantemente carilaginosas que apresentam material osteóide
atípico são mais apropriadamente designadas por sarcoma
osteogênico condroblástico. Quando o componente fibroso domina o
quadro ao lado do tecido osteóide, prefere-se a denominação
sarcoma osteogênico fibroplástico, posto que os fibrossarcomas
ósseos genuínos não apresentam material osteóide na sua estrutura.
Osteossarcoma se desenvolve com certa freqüência em áreas
previamente afetadas por osteopatia de Paget ou em áreas
submetidas à radioterapia para o tratamento de lesões benignas.
Nos ossos maxilares vários osteossarcomas foram relatados em
associação à osteopatia de Paget ou à rádio terapia. A
radioterapia de lesões ósseas benignas é uma prática que deve ser
absolutamente contra-indicada devido ao perigo da malignização.
Os ostessarcomas são mais comumente encontrados nos ossos longos
dos membros inferiores e nos ossos da pelve. São mais raramente
encontrados nos ossos maxilares que nos demais ossos, sendo
naquela localização mais frequentes na mandíbula que na maxila.
Ocorrem mais tardiamente nos ossos maxilares do que nos demais
ossos, estando a média etária dos pacientes em torno dos trinta
anos. Predominam nos homens quando se localizam nos ossos longos e
nas mulheres quando se manifestam nos ossos maxilares.

Clinicamente nota-se crescimento ósseo difuso, que resulta em
acentuada dissimetria facial. No início a pelo e a mucosa que
recobren o tumor mantêm-se íntegras, apresentando-se distendidas e
aquecidas em consequencia da alta vascularização da massa tumoral.
Devido ao rápido crescimento, os dentes sofrem deslocamento e
exfoliação e deixam os alveólos desnudados, por onde irrompe o
tumor emvegetações para o interior da cavidade bucal.
Sintomatologia dolorosa e parestésica se fazem presentes quando o
tumor se propaga pelo canal mandibular ou invade o sinus atingindo
o assoalho da órbita.

O aspecto radiológico dos osteossarcoma maxilares varia em função
do grau de atividade osteoblástica ou osteolítica que apresenta. O
aspecto de "raios de sol" ou "haste de leque" devido à neoformação
óssea periostal, é característico em cerca de 25% dos casos. O
espessamento do ligamento periodontal às vezes representa o sinal
indicativo mais precoce da presença do tumor.
O aspecto histológico pode ser predominantemente osteoblástico,
condroblástico ou fibroblástico. De qualquer forma é necessário o
reconhecimento de material osteóide formado diretamente no estroma
sarcomatoso. As células osteoblásticas malignas são atípicas,
exibindo aspecto fusiforme ou poliédricos e núcleos grandes e
hipercromáticos. As figuras mitóticas não são muito frequentes.
O prognóstico dos sarcomas localizados nos ossos maxilares é
melhor que o dos localizados nos ossos longos. Os localizados na
mandíbula são de prognóstico melhor que os localizados na maxilas.
Temas relacionados: