Todos sabem que é requisito essencial para o tratamento adequado
de uma criança o seu comportamento colaborador no consultório
dentário. Ao longo dos anos, esse importante conceito vem sendo
ensinado e praticado numa filosofia de tentativa-e-erro, porque há
um vácuo em nosso conhecimento sobre a forma apropriada para a
preparação psicológica da criança a fim de que ela aceite o
tratamento. Até recentemente pouca pesquisa foi empreendida com o
objetivo de encontrar respostas aos problemas mais comuns sobre
este assunto.
Apesar do seu conhecimento geralmente limitado de psicologia
infantil, os dentistas quase sempre se dão bem com crianças,
estando aptos a atendê-las com o mesmo grau de eficiência que
dispensam aos seus pacientes adultos. A criança realmente
problemática no consultório é uma exceção. Contudo, o dentista
teria muito mais facilidade em lidar com a criança se soubesse que
o seu problema de comportamento ou o seu estado de ansiedade pode
ser rapidamente diagnosticado e solucionado. A plena aceitação
ocorrerá somente como resultado de constante pesquisas no campo
relativamente intacto da psicologia infantil relacionada com a
prática dentária.
Poucos pais imaginam a desvantagem do dentista ser apresentado a
uma criança que está com medo, ansiosa , ou resistente ao exame
inicial e aos métodos dentários. São raras as ocasiões em que o
dentista fica informado sobre o desenvolvimento psicológico da
criança na primeira visita, ou sabe de uma desastrosa experiência
anterior. Contudo, quase sempre os pais esperam que o dentista
domine a situação proporcionando um bom serviço aos seus filhos,
sem levar em conta certas reações.