Os nevos consistem de lesões planas ou elevadas, pigmentadas (de cor marrom, cinza, azul ou preto) ou não, e que apresentam potencial de malignização. Eles devem ser distinguidos de outras lesões pigmentadas benignas, principalmente se eles vêm sofrendo traumatismos provocados pelo uso de próteses, má higiene bucal, mastigação inadequada ou maceração por cúspides dentárias. Raramente são encontrad

 

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ARTIGOS > NEVOS

   Os nevos consistem de lesões planas ou elevadas, pigmentadas (de cor marrom, cinza, azul ou preto) ou não, e que apresentam potencial de malignização. Eles devem ser distinguidos de outras lesões pigmentadas benignas, principalmente se eles vêm sofrendo traumatismos provocados pelo uso de próteses, má higiene bucal, mastigação inadequada ou maceração por cúspides dentárias. Raramente são encontrados na boca e, quando o são, os locais de preferência são a orofaringe, o palato e a mucosa jugal.

ETIOLOGIA

       Nevo é um termo geral que pode referir-se a qualquer lesão congênita dos vários tipos de células e tecidos, como a epiderme, os vasos e as células pigmentadas. No contexto usual, porém, "nevo", usado sem um adjetivo, refere-se à lesão pigmentada composta de células névicas. Às vezes é chamado mais especificamente de nevo nevocelular ou nevo melanocítico.

      Os nevos (sinais) são coleções de células névicas que, exceto pela tendência para formar "ninhos" e ausência de dendritos, são citologicamente idênticas aos melanócitos. Podem ser encontrados no epitélio ou no tecido conjuntivo de sustentação, ou em ambos, que derivam de células pigmentadas que migram da crista neural para o epitélio e a derme (submucosa), ou  que se desenvolvem a partir de melanócitos da área.

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

         Os nevos cutâneos são lesões são papulares comuns adquiridas, encontradas na grande maioria  da população . Geralmente aparece pouco depois do nascimento e durante a meninice.  Podem ocorrer em qualquer parte. Os nevos intrabucais são lesões incomuns, para não dizer raras, que se apresentam como pápulas elevadas, às vezes não pigmentadas, usualmente no palato duro. São localizações menos freqüentes a mucosa jungal, a mucosa labial, a gengiva, a crista alveolar e o vermelhidão dos lábios.

 

       Na boca, a variedade mais comum de nevos observada é o nevo intramucoso, seguido do nevo azul. Os nevos compostos e os nevos de junção são relativamente raros na mucosa bucal.

 

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

     

      Junto com qualquer tipo de nevo bucal, outras considerações clínicas incluem a mácula melanóica, a tatuagem pelo amálgama e o melanoma. Também devem ser consideradas as lesões de origem vascular, incluindo o hematoma, a variz venosa e o  hemangioma. A diascopia (compressão) pode ser usada para excluir as duas últimas lesões citadas, nas quais o sangue se encontra em um sistema vascular.

 

TRATAMENTO

 

 

      A importância dessas lesões está no potencial para transformação maligna  das lesões com alterações clínicas com alterações na junção. Esta relação, na boca, não encontra o mesmo apoio que apresenta na pele, devido à relativa infreqüência dos nevos de função na mucosa da boca. O papel da irritação na transformação maligna dos nevos não foi determinado. A irritação, per se, provavelmente não é um fator cancerígeno, embora possa ser responsável por alterações inflamatórias que tornam difícil o diagnóstico microscópico.

 

     Devido à infreqüência com que ocorrem os nevos bucais, devido à impossibilidade de se julgar clinicamente a presença de alterações na junção, e devido à possível confusão com o melanoma em início, todos os nevos bucais devem ser excisados. Como geralmente são de tamanho inferior a 1cm, é indicada a biópsia por excisão.

 

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