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A língua apresenta fissuras longitudinais,
transversais ou oblíquas em parte ou toda sua superfície dorsal. Detritos
alimentares podem se alojar nessas fissuras, causando ou contribuindo para a
inflamação e sensação de desconforto. Parece haver uma predisposição genética e
há maior freqüência em indivíduos com síndrome de Down.
É a anormalidade congênita mais frequente da
língua, variando a sua incidência de 0,5 a 12% da população.
Clinicamente, apresenta-se como pequenos sulcos ou pregas na
face dorsal da que, frequentemente, se irradiam de um sulco
central logitudinal mais profundo. O número, profundidade e
dimensões dos sulcos variam muito, porém, são em geral
simétricos. Em um grande número de casos, o paciente não se
apercebe da alteração a não ser que, devido a trauma,
infecção etc., o fato chame sua atenção e, não raro, ele
atribui a estes fenômenos o seu aparecimento. Ver figura
abaixo.

Segundo Gallina e Camargo, não há preferência por sexo,
enquanto Pugliese &col. indicam predominância dessa anomalia
por sexo masculino, sendo a mesma estatísticamente
significante.
Geralmente é indolor, a não ser que alimentos, penetrando nos
sulcos, venha a fermentar provocando irritação e ardor. Um
grande número de casos ven associado à macroglossia, causando
edentações nas bordas. Alguns autores referem a ocorrência
sinultâneas com língua geográfica. É também observada em
cerca de 1/3 dos casos de síndrome de Melkrsson-Rosenthal.
Estudos atuais mostram que esta alteração pode
intensificar-se com a idade.
Tratamento não há, recomenda-se boa higienização com
escovação das fissuras para evitar que alimentos aí
depositados possam fermentar e provocar sintomatologia
dolorosa.
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