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ETIOLOGIA E
PATOGÊNESE
Tem sido descrita uma lesão branca enuditada que ocorre ao longo
das bordas laterais da língua, predominantemente em homossexuais
do sexo masculino. As evidências sugerem que esta forma particular
de leucopasia, conhecida como leucoplasia pilosa, representa uma
infecção oportunista relacionada com a presença do virus
Epstein-Barr, um herpesvírus. Importante é o fato desta lesão ter
sido associada ao aparecimento subsequente ou concomitante da
síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) até em 80% dos
casos. Várias outras condições bucais também tem sido descrita,
com frequencia superior à esperada, em aidéticos.

A presença de vírus nesta lesão
foi confirmada, e o herpesvírus específico identificado como o
vírus Epstein-Barr(VEB). Partículas virais foram localizadas no
interior dos núcleos e citoplasma das células do epitélio bucal,
na leucoplasia pilosa, com os estudos de hibridização com DNA
sulino confirmado a presença do fenoma VEB. Os estudos também
indicam que a replicação deste vírus particular ocorre na lesão da
leucoplasia pilosa bucal. Antígenos VEB também podem ser
encontrados em lesões malígnas epiteliais, tais como o carcinoma
nasofaríngeo, mostrando que esse vírus é capaz de alterar os
tecidos epiteliais.
CARACTERÍSTICAS
CLÍNICAS
O aspecto clínico da leucoplasia pilosa pode ser variável,
tendo sido relatado o aparecimento bilateral. É característica uma
superfície de contorno irregular, frequentemente pregueada ou
corrugada. Outras lesões podem ser lisas e maculares. Na grande
maioria dos casos relatados, as lesões estavan localizadas ou
longo das bordas laterais da língua. Menos comumente as lesões se
estendem para a superfície dorsal da língua, e raramente para a
mucosa jugal, o assoalho da boca ou palato.
SINTOMAS
Em geral não existem sintomas associados, embora uma superinfecção
pela CANDIDA ALBICANS possa chamar atenção para a presença desta
condição.Nos casos mais graves, em que todo o dorso da língua é
envolvido pelo processo, o paciente pode notar a lesão e consultar
o dentista.
DIAGNÓSTICO
DIFERENCIAL
O diagnóstico clínico diferencial da leucoplasia pilosa inclui a
leucoplasia associada ao uso do tabaco - mais comuns. Outras
entidades que também pode ser consideradas são o líquen plano, a
candidíase hiperplasica crônica e, possivelmente, a ração
ceratótica associada a interações eletroquímicas.
TRATAMENTO E
PROGNÓSTICO
Não há tratameto específico para a leucoplasia pilosa, embora seja
importante confirmar o diagnóstico após sua identificação clínica.
Estudos recentes indicam que aproximadamente 10% das pessoas com
leucoplasia pilosa diagnósticada tinham AIDS na ocasião do
diagnóstico, e outros 18% apresentaram a doença dentro de 8
meses. A probabilidade de a AIDS se desenvolver em portadores de
leucoplasia pilosa é aproximadamente 50%, aos 16 meses, e até de
80%, por volta de 30 meses, depois de feito o diagnóstico de
leucoplasia pilosa.
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