A doutrina para o tratamento odontológico consiste basicamente em ensinar a criança a conhecer uma nova situação e a seguir as instruções do pessoal da clínica, O processo torna-se, em geral, fácil se o dentista permitir que a criança examine à vontade o consultório e o ambiente, enquanto procura fazê-la entender a necessidade do tratamento e a importância da ocasião. O dentista e o seu pessoal devem lembrar que a criança, particularmente na sua primeira consulta, não tem a menor consciência do fato de que um dente dolorido e uma infecção consiste uma ameaça ao seu bem estar. Ela tenderá mais a considerar que o dentista e seus assistentes são o verdadeiro perigo. Se todos lembrarem deste fato, será mais fácil entender a reação da criança normal dentro do consultório.
 
 O primeiro objetivo para ter sucesso com a criança é estabelecer uma comunicação mútua e fazê-la ver que o dentista e os assistentes são seus amigos e estão interessados em ajudá-la. Para tanto é necessário conscientizá-la da importância da consulta e dos seus vários procedimentos.
 
    A fase de aprendizado deve ser reconhecida como um processo irregular, com altos e baixos. Esse curso irregular está relacionado com mudanças de ambiente e estados psicológicos. Anormalidades no processo de aprendizado podem ser observadas em casa, pelos pais. Períodos em que as crianças aprendem rapidamente ou executam muitas tarefas podem ser seguidos por outros em que elas realizam pouco ou talvez até pareçam regredir. O mesmo ocorre com seus hábitos de brincar, suas maneiras na mesa, sua fala, e certamente, suas relações com o dentista e seus auxiliares.
 
    Várias situações podem influenciar o processo de aprendizagem. Uma situação que o dentista deve conhecer é um estado de doença prolongado. Um longo confinamento, em casa ou no hospital, certamente vai influenciar o padrão de aprendizado. Com o período interrompido de atividade e socialização cria-se um padrão anormal. Uma criança que esteve aos cuidados de um hospital infantil durante longo tempo apresenta uma reação melhor e talvez mais receptiva, devido ao seu contato com o ambiente social ativo, do que aquela que fica em casa ou mesmo em quarto particular de hospital. Larson observou que as experiências pré-escolares de crianças com defeitos físicos ficavam abaixo do normal em quase todos os pontos, houvesse ou não influência da limitação física na área considerada. Em nenhum caso a diferença favoreceu o grupo de crianças aleijadas. É verdade que muitas crianças com histórias de doenças prolongadas são razoavelmente cooperativas. Entretanto, elas apresentam vários graus de rejeição que depende do estado de ansiedade dos pais.

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