Gengivite é uma inflamação dos tecidos gengivais que se inicia pela irritação bacteriana da placa. Sua presença em pessoa jovens (até a puberdade) é uma constante e autolimitada, até certo ponto. A continuidade da irritação e a persistência do processo inflamatório após a juventude conduz a uma invasão dos tecidos profundos (de suporte).
Outros termos para esta doença são gengivite ulceromembranosa, infecção de Vincent ou boca de trincheira. É uma doença não-transmissível, inflamatória da gengiva causada por uma combinação da queda da resistência do paciente e uma irritação local, com superposição dos microorganismos de Vincent bacilos fusiformes; Leptotrichia buccalis ou Fusobacterium fusiforme e espiroquetas do gênero Treponema). Na fase aguda há inflamação, ulceração, sangramento e dor na gengiva ao nível do colo dos dentes.
Esta evolução se processa segundo a natureza e a intensidade dos fatores locais e a resistência do hospedeiro.
A gengivite pode está localizada em um ou mais grupos de dentes, conforme a distribuição do fator irritativo ( localizada) ou, ainda, em todos os dentes ( generalizada); pode atingir apenas a papila ( gengivite papilar ), estender-se à gengiva marginal ( gengivite marginal ) ou, ainda, à gengiva inserida ( gengivite difusa ).
Quanto a sua evolução as gengivites pode ser agudas ou crônicas, sendo as primeiras de aparecimento rápido, curta duração e dolorosa, que provocam a desintegração tissular. Dos processos gengivais inflamatórios agudos, o mais características e significativo é a forma ulcerativa, cujo protótipo clássico é a gengivite ulceronecrosante.
Essa forma de gengivite apresenta dor, ulceração, necrose, pseudomembrana, hemorragia e alterações na coloração (vermelhidão) e morfologia gengival (crateras, destruição das bordas marginais).

As gengivites mais comuns são os processos crônicos, caracterizados pela infiltração linfoplasmocitária e intensa reação vascular (gengivite granulosa). Representa a resposta a uma irritação débil (mais contínua).
As gengivites crônicas são de longa duração, aparecem lentamente e não apresentam dor exceto por agudização. Apresentam ora gengiva flácida, de caráter edematoso e pouco consistente (granulosa), ora mais consistente e com tendência à produção de tecido fibroso (gengivite fibrosa). Esta última forma é devida à duração do processo inflamatório e à irritação leve e persistente, quando ocorre predominância de formação colágena (processo reparativo).
A sintomatologia da gengivite crônica granulosa é caracterizada por alterações na coloração (tendência para o vermelho arroxeado), perda do granulado (gengiva lisa e brilhante), morfologia alterada (bordas marginais grossas), aumento de volume pelo exsudato inflamatório ou mesmo hiperplasia e hemorragia gengival (alteração do epitélio da vertente interna do sulco, intensa vascularização subjacente).
Todos esses sinais clínicos espelham as modificações ao nível microscópico. Assim, formação vascular, a diminuição da queratinização e da espessura do epitélio conferem a tonalidade escura da gengiva (vermelha, roxa), enquanto a lise de fibras colágenas, acúmulo anormal de líquido nos tecidos (edema inflamatório) e a perda de queratinização refletem o brilho e a flacidez gengivais.
As doenças da gengiva no início apresentam os seguintes sinais:
Gengiva avermelhada, inchada e sangra ao escovar ou espontaneamente. A medida que a doença avança vai destruindo o osso que sustenta os dentes provocando a sua queda.
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Gostei do artigo, possui linguagem clara, porem na minha opinião deveria conter quais os tipos de bacilos fusiformes e espiroquetas, genero e etc…
Fraturei meus dentes da frente fiz canal há alguns anos e agora precisei colocar pinos e próteses. Agora estou percebendo a gengiva um pouco escura. Já vi também pessoas que após colocar próteses ficaram com a gengiva escura. Oque fazer para não acontecer isso comigo. Todos os especialistas que já fui não souberam responder.