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Tumor benigno constituído por epitélio odontogênico com
característica proliferativas em meio a um tecido conjuntivo
imaturo, semelhante à papila dental.
Origina-se provavelmente da bainha epitelial radicular de Hertwig.
Ocorre em crianças ou adulto jovens, sendo mais freqüentemente
observado na região de pré-molares e molares da mandíbula onde
comumente provoca expansão óssea. Ao contrário do que ocorre com
os ameloblastomas, o fibroma ameloblástico não se mostra muito
freqüentemente associado a cistos dentígeros. Trata-se de um tumor
relativamente agressivo e com tendência à recidiva.

Nas
radiografias o tumor geralmente se manifesta como área radiolúcida
bem delimitada.
Histologicamente o fibroma ameloblástico se compõe de dois
elementos:
-
O epitélio
odontogênico
-
Tecido conjuntivo
imaturo.
Há
indicação que tanto o epitélio como o tecido conjuntivo imaturo,
são igualmente neoplásticos. O epitélio forma arranjos foliculares
ou cordões constituídos preferencialmente por uma ou duas camadas
de células cúbicas ou cilíndricas. O arranjo folicular
dificilmente sofre degeneração cística, como normalmente ocorre
nos ameloplastomas.
O
tecido conjuntivo imatura é mais celularizado que o estroma dos
ameloblastomas. Em torno dos cordões e dos folículos epiteliais
nota-se freqüentemente um delgada faixa de tecido conjuntivo
hialinizado. A presença de tecido conjuntivo bem celularizado e
com características morfológicas semelhantes à papila é um dado
histológico muito importante para se estabelecer o diagnóstico
diferencial com os ameloblastomas, cujo estroma conjuntivo é mais
densamente colagenizado e pouco celularizado. O diagnóstico
diferencial com os dentinomas imaturos às vezes é difícil devido à
semelhança estrutural.
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