A separação entre os cânceres do palato duro e do palato mole é justificada:
- No palato mole e nos tecidos contíguos das fauces, o carcinoma espinocelular é bastante comum, representando 10 a 20% das lesões intrabucais.
- No palato duro, os carcinomas espinocelulares são relativamente raros, mas os adenocarcinomas são relativamente comuns. Os carcinomas do palato, entretanto, são obsevados freqüentemente em países como a Índia, onde é comum o hábito de fumar cigarros de modo invertido.
Os carcinomas espinocelulares palatinos se apresentam geralmente como placas vermelhas ou brancas, ou como massas ulceradas (os adenocarcinomas, inicialmente, aparecem como massas não ulceradas) em homens idosos. As metástases nos nodos cervicais indicam um curso sinistro.

Diagnóstico diferencial
Quando os carcinomas espinocelulares da boca apresentam sua forma clínica típica de úlceras crônicas que não cicatrizam, devem ser consideradas outras condições ulcerativas.
Uma úlcera crônica não diagnosticada deve ser sempre considerada como potencialmente infecciosa, até prova em contrário, dada pela biópsia. Em base clínicas pode ser impossível separar o câncer da boca das manifestações bucais da TB, da sífilis e das micoses profundas.
O traumatismo crônico, incluve as lesões autoinduzidas, também pode imitar o carcinoma espinocelular. A anamnese cuidadosa é especialmente importante , e a biópsia confirmará o diagnóstico. no palato e nos tecidos adjacentes, o diagnóstico diferencial deve incluir também o granuloma mediano e a sialometaplasia necrosante.
Tratamento
Geralmente, o melhor tratamento do câncer da boca é feito pela radiação, ou por ambas. A lesões menores são tratadas tipicamente pela cirurgia, coadjuvada pela radiação, no casa de recorrência. Não é comum o uso exclusivo da radiação, nas lesões menores. Entre os fatores que determinam qual das duas deve ser usada estão a localização da lesão, o tipo histológico, as facilidades e a filosofia da instituição, os padrões de referência e a habilidade do terapeuta.
Em igualdade de condições,os índices de cura são essencialmente semelhantes. As lesões maiores podem seer tratadas com qualquer uma das modalidades, ou pela cirurgia seguida da radiação. A dissecção ou radiação cervical profilática seletiva são defendidas por muitos, a fim de eliminar metástases subclínicas ou ocultas.
Os canomas espinocelulares da boca geralmente são resistentes à quimioterapia. Os efeitos em geral avaliados meis em termos de regressão do que de elliminação do tumor.
Embora as drogas anticâncer possam reduzir a massa tumoral e retardar a eliminação, a elevada morbidez associada a esse tipo de tratamento pode não justificar o seu uso. Quando a quimioterapia é empregada no carcinoma espinocelular da boca, usualmente é usada como adjunvante nos casos avançados.
Prognóstico
O prognóstico para os paciêntes com carcinoma espinocelular da boca depende do subtipo histológico (grau) e da extensão clínica (estádio) do tumor. Dos dois, o estádio clínico é mais importante. Outros fatores, mais abstratos, que podem influenciar o curso clínico incluem a idade, o sexo, a saúde geral, o estado do sistema inunológico e a atitude mental.
A gradação de um tumor consiste na determinação microscópica da diferenciação das células tumorais. As lesões bem diferenciadas geralmente apresentam um curso biológico menos agressivo que o das lesões pouco diferenciadas. De todos os subtipos histológicos de carcinoma espinocelular, o mais bem defernciado, o carcinoma verrugoso, tem o melhor prognóstico. As lesões indiferenciadas, correspondetemente, têm prognóstico mais sombrio.
O indicador mais importante do prognóstico é o estádio clínico da doença. Depois de ocorrida a metástase para os nodos cervicais, o índice de sobrevida de 5 anos é reduzido pelo menos à metade. A sobrevida geral de 5 anos para o carcinoma espinocelular da boca é de 45% a 50%. Se o neoplasma for pequeno e localizado, o índice de cura de 5 anos pode chegar a 60 a 70% (nas lesões do lábio inferior, o índice pode chegar a 80 e 90%). Entretanto, se existirem metástases cervicais por ocasião do diagnóstico, a sobrevida cai vertiginosamente para cerca de 20%.
Tags: Câncer, Carcinoma, tumores- Carcinoma do assoalho da boca - O assoalho da boca é a segunda localização mais comum dos carcinomas espinocelulares, representa...
- Carcinoma espinocelular - Em relação a incidência de todos os cânceres, os carcinomas espinocelulares da boca e da orofari...
- Carcinoma da mucosa jugal e gengival - As lesões da mucosa jugal e da gengiva representam, cada uma cerca de 10% dos carcinomas espinoc...
- Tumores das glândulas salivares - Como ocorre em todas as áreas do conhecimento humano, também no terreno das lesões de glândulas ...
- Osteossarcoma - Os osteossarcomas ou sarcomas osteogênicos são tumores malignos formadores de tecido ósseos. O d...

Posts (RSS)