Este neoplasma maligno comum, derivado das células basais da pele, tem potencial metastático baixo. Exceto em casos muito raros, não ocorrem nas mucosas, inclusive no vermelhidão dos lábios.

As pessoas que ocorrem maior risco de desenvolver o carcinoma basocelular são:

  • Possuem menos pigmentação natural da pele;
  • Com histórias de exposição crônica e prolongada ao sol;
  • Aquelas com mais de 40 anos de idade;
  • Aquelas com história de radiação ou queimaduras cutâneas;
  • Aquelas com uma das várias das síndromes hereditárias predisponentes.

   Entre estas últimas encontra a condição importante, relacionada com a boca, da síndrome do nevo basocelular, na qual as pessoas podem apresentar ceratocistos odontogênicos múltiplos, anormalidades esqueléticas e múltiplos carcinomas basocelulares.

    Por causa da importância da luz ultravioleta na etiologia deste neoplasma, a grande maioria dos carcinomas basocelulares ocorre nas áreas de pele exposta os sol. As pessoas cuja ocupação obriga à exposição à luz  ultravioleta, ou que vivem no “Cinturão do Sol”, o risco de desenvolvimento de carcinoma basocelulares é maior que nas outras.

Características clínicas

    Este é o câncer mais comum da região de cabeça e pescoço. A maioria dos carcinomas basocelulares é  encontrada no andar médio da face. A lesão é encontrada mais freqüentemente em pacientes idosos, tipicamente entre 50 e 80 anos de idade.

    Os homens são os mais afetados que as mulheres, presumivelmente por causa da maior exposição cumulativa ao sol. Acredita-se que essa diferença entre os sexos desaparecerá à medida que as mulheres se igualarem aos homens no que diz respeito à exposição à luz ultravioleta.

    Nas fases iniciais, os carcinomas basocelulares se apresentam como nódulos lisos, endurecidos, de aspecto perolado e superfície percorrida por vasos telangiectásticos. Com o tempo o centro da lesão se ulcera e cobre-se de crosta; com a expansão da lesão, as estruturas vitais adjacentes são destruídas lentamente. Devido a sua natureza destrutiva progressiva, lenta porém inexorável. O carcinoma basocelular recebeu o nome de “úlcera fagedênica”. A vezes, podem ser vistas outras formas clínicas, incluindo placas superficiais que crescem circunferncialmente e lesões pigmentadas que podem simular melanomas ou ceratoses seborréicas.

Diagnóstico

    O diagnóstico do carcinoma basocelular freqüentemente é evidente, com base nas características clínicas. A biópsia geralmente fornece a resposta definitiva.

Tratamento e prognóstico

    Existem vários meios de tratamento com os quais se espera obter a cura. Entre eles estão a intervenção cirúrgica (cirurgia usual com bisturi, criocirurgia, eletrocirurgia, cirurgia de Mohs orientada microscopicamente) e a radiação. O tipo de  tratamento depende da experiência e do treinamento do terapeuta, do tamanho e da localização do neoplasma.

    Como os carcinomas basocelulares geralmente são de  crescimento lento e raramente dão metástase, o prognóstico é excelente. Evidentemente, quando menor for a lesão, melhor será o prognóstico e melhor será o resultado estético. Ocasionalmente, pode ocorrer o óbito por causa da extensão direta do tumor a estrutura vitais, como os vasos sanguíneos ou o cérebro.




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9 comentários para “Carcinoma basocelular”
  1. Maria Regina diz:

    Gostei muito do artigo.
    Tenho dúvidas.
    Minha mãe tem 79 anos e foi diagnosticado Carciloma Basocelular. O que fazer?

    Resposta
    Maria Regina,
    Não sei o grau em que se encontra a lesão mas, como diz o artigo os carcinomas basocelulares, na grande maioria dos casos é de crescimento lento e por este motivo raramente chega ao estágio de produzir metástases, pois é diagnosticado em tempo.
    O tratamento é cirúrgico e talvez possa ser necessário aplicação de radiação, dependendo do estágio em que se encontra a lesão.
    O médico especialista saberá a melhor forma de tratar.
    Drª Socorro Azevedo

  2. José Roberto diz:

    Recentemente fui submetido a uma pequena cirúrgia para retirada de uma lesão na região do ombro direito, após realização de biópsia, foi diagnosticado CARCILOMA BASOCELULAR PADRÃO SÓLIDO. BASE E MARGENS LIVRES.
    Tenho algumas perguntas.
    Como se trata de câncer essa lesão pode aparecer em outras partes do corpo?
    Estou curado? Se não que consequências ainda podem aparecer?
    Que cuidados devem ser tomados para que não apareçam mais lesões?

  3. Boa noite,

    Surgiu um caroço na minha testa que com o tempo foi crescendo e ficando avermelhado, foi ao médico uns 3 meeses e o mesmo informou de inicio era um cisto cebácio e teria que tirar com um pequena cirurgia.Mais quando chegou a biopsia o resultado foi um carcininoma basocelular sólido e multifocal( Exerese incompleta).
    O me´dico falou que ra um câncer de pele que eu nao ficasse tão aflita que so acompanhasse se ia aparecer mais algum.Mancha……..
    Mai estou cheia de perguntas não preciso tomar remédio???/Pode nascer novamente?????como foi retirado estou curada??????

  4. Sim a pregunta mais importante, a minha preocupação e que decorrente desse cancer de pele venha originar outros em orgão vitais.Tem relação cander de pele com o aparecimento de um cancer de mama? Ou não pode aparecer um cancer de mama mais nao está interligado com o de pele?
    Aguardando retorno,enquanto antes.

    Grata,

  5. minha mãe tinha uma biruguinha no nariz a mais ou menos 5 anos agora um clinico geral, retirou encaminhou para biopsia e o resultado foi carcinoma basocelular com margem comprometida, que procedimentos devem ser tomados? qual o tratamento?

  6. Marilza Barrucho diz:

    Estou com uma lesão no pescoço há 1 ano e quatro meses, já usei todos os tipos de pomadas, cremes, e até já cauterizei, como não houve melhora, ela fez uma biópsia e o resultado foi Carcinoma Basocelular Superficial, ela disse para eu não me preocupar e me receitou uma pomada para eu usar durante 2 meses q com certeza vai desaparecer, estou mto preocupada pois li em alguns sites q não é tão fácil de curar assim e recomendam q seja feita a cirurgia, agora estou mais perdida q nunca, gostaria de maiores informações, ele é pequeno mas coça e queima mto. Ele pode passar para o cérebro e para os ossos? Por favor me ajude.
    Grata.

  7. HELENA SHIZUKA diz:

    Fui ao dermatologista por causa de fungo nas unhas ele viu uma pinta no meu rosto e disse que era melhor tirar marquei um dia para tirar e ele tirou, cortou e queimou, demorou mais de 40 dias pra cicatrizar, dois meses depois da cirurgia voltei ao médico disse a ele que a cicatriz estava muito feia. O médico me disse que tirou um baso celular, ele não me disse antes e nem fez biópsia, isso é correto? será que era baso celular mesmo? o que faço agora?

  8. oi, boa tarde!
    estou precisando muito de ajuda!
    minha mãe foi ao médico por causa de uma manchinha no nariz, que sangrava, e ele diagnosticou que se tratava de um ‘carcinoma basocelular’, e que não corria o risco de se tornar algo mais sério. E recomendou, por prevenção, que ela fizesse a retirada por cirurgia, e foi o que ela fez..
    O problema foi o pós-cirurgia, seu rosto tá inchando bastante, preferencialmente na região do olho e da testa, e o formato do nariz está totalmente desconfigurado. Ela ainda não retirou os pontos.
    Gostaria de saber se isso é normal… e até que ponto ela deve se preocupar…
    Por favor me ajude… Aguardo respostas..

  9. clenilce gaspar diz:

    estou comum sinal no meu nariz do tamanho de uma cabeça de alfinete,não coça,não arde,só quando eu vou enxugar o rosto se eu passar a toalha em cima é que sangra,fui ao dermatologista e ele disse que tem que passar o bisturi e raspar,enquanto estiver pequeno.gostaria de informações a respeito se ele raspar com bisturi está ariscado de depois aumentar uma ferida no meu nariz?

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