Os idosos mesmo aparentemente sadios têm grande probabilidade de apresentar doença cardíaca, especialmente a coronariopatia, que pode estar oculta: deve-se ter o cuidado de avaliar.

    No idoso, há diminuição de cerca de 30% da função de todos os órgãos. Para o cirurgião-dentista tem especial importância o rim, pelo uso de medicamentos como antibióticos, que podem ter efeito tóxico renal. Podem-se usar antibióticos não nefrotóxicos as cefalosporinas, penicilinas e ampicilinas.

    Os idosos são mais sensíveis à variação de pressão e mais sujeitos a arritmia. São também mais propensos ao sangramento pela fragilidade vascular da própria idade. Caso apresentem arritmia, angina ou hipertensão, é preferível serem submetidos à avaliação médica. São também muito sensíveis aos medicamentos, sendo as doses recomendadas cerca de metade das do adulto jovem. Observar também as defesas orgânicas que podem está diminuídas. Os quadros de endocardites que freqüentemente desenvolvem, por vezes, são de difícil diagnóstico, pelas próprias características da idade.

    Como recomendação básica sugerimos: excluir doenças oculta, evitar anestesia com adrenalina, cuidados com a hemostasia, evitar antibióticos nefrotóxicos.

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