Os
procedimentos odontológicos em gestantes devem ser realizados de
preferência após a organogênese (depois da 12ª semana de
gestação). O medo e a ansiedade do tratamento podem
repercutir para o feto. Em regra, as pacientes devem ser bem
esclarecidas, pelo médico e pelo dentista. O "stress" pode
favorecer o aparecimento de arritmias. Os analgésicos com
adrenalina também devem ser evitados.
As
pacientes mais sensíveis a estas alterações são as com
comprometimento do miocárdio e da valva mitral, em nossa
observação.
Naquelas com valvopatia o cuidado profilático com antibiótico deve
ser rigoroso. Recomenda o uso de ampicilina ou cefalosporina, duas
horas antes do procedimento e pelo menos por três dias após, nos
casos de exodontia ou endodontia.
Aquelas que estão usando anticoaguladas devem manter o tempo de
protrombina entre 30 e 35%, e evitar grandes procedimentos, usar
placas de fibrina e fazer sutura e "X". Não há necessidade de
suspender o anticoagulante oral. Caso seja necessário pode-se usar
vitamina C 500mg ao dia sem nenhum inconveniente.
Já é fato
conhecido dos cirurgiões-dentistas que as grávidas têm maior
tendência à cárie dentária (por alteração do cálcio) e às
gengivites. Neste tipo de pacientes com os devidos cuidados,
não temos tido qualquer tipo de problema.