A artrite reumatóide é a mais freqüente das doenças
articulares inflamatórias. Esta ataca principalmente as
articulações, mas nos casos graves pode afetar outros
tecidos.
A Artrite Reumatóide é um tipo de doença crônica
e grave das articulações, que se apresenta sob várias formas.
Em todas elas, provoca inflamação, dor e rigidez nas
articulações afetadas. A doença pode aparecer sem aviso e, em
certos casos, desaparecer de uma forma igualmente rápida. Em
casos persistentes, as articulações enfraquecem e acabam por
se deformar, a tal ponto que o seu funcionamento fica
substancial ou mesmo totalmente prejudicado.
Há formação de células que “atacam” as articulações,
provocando dor e inflamação da membrana sinovial (membrana que
reveste a articulação), com destruição, deformação e
incapacidade funcional progressivas e irreversíveis.
CARACTERÍSTICA
É caracterizada por articulações edemaciadas (inchadas)
e dolorosas as quais se vão deformando progressivamente.
Apesar da taxa de mortalidade estar aumentada nestes doentes,
este parâmetro não constitui o maior problema. O maior
problema reside sim na grave morbilidade (sofrimento)
associada, a qual se deve à rigidez articular, dor crônica,
fadiga e incapacidade funcional, limitando gravemente a vida
dos doentes e seus familiares.
DESENVOLVIMENTO
Inicia-se normalmente por sinais inflamatórios a nível das
articulações (dor, edema, rubor, calor). As articulações mais
freqüentemente afetadas são os punhos e as metacárpicas
proximais (palma da mão), podendo também ser envolvidas as do
cotovelo, ombro, maxilar, anca, joelho, tornozelos e pés.
Em alguns doentes pode mesmo ter repercussões gerais graves,
tais como vasculite, pneumonia, pericardite, etc.
Apesar da sua causa não estar ainda completamente esclarecida, a
predisposição genética, influências hormonais e fatores
ambientais como infecções bacterianas ou virais parecem estar
envolvidos.
Apesar da incidência da AR ser baixa, trata-se de uma doença
crônica progressiva, cujo início atinge uma faixa etária
relativamente jovem e cujo impacto nos doentes e respectivas
famílias é enorme.
DIAGNÓSTICO
A lesão articular é identificada ao RX em mais de 50% dos
doentes com AR até aos 2 anos de evolução, e a progressão é a
regra. A diminuição da capacidade funcional também é mais
marcada na fase inicial da doença que na tardia. Cerca de 50%
dos doentes ficam incapacitados de trabalhar 10 anos após o
início da doença. A intervenção num estádio em que as lesões
articulares, estão já bem estabelecidas, é demasiado tardia,
não tendo já qualquer influência na evolução da doença, sendo
o tratamento meramente sintomático.
Desta forma. o tratamento precoce com fármacos adequados e capazes
de modificarem o curso da doença reveste-se de uma importância
extrema.